A semana que agora terminou foi a " Semana dos Amigos ou da Amizade". Nada melhor para lembrar a importância da educação para os afetos. Só assim poderemos ter no futuro uma sociedade que se debruce mais sobre o SER do que sobre o TER, que temos hoje em dia.
"...O erro de muitos pais é pensar que boa escola, boa moradia, conforto e dinheiro sejam tudo para garantir ao filho a chave das soluções para seus problemas. Os pais, alémde se preocuparem com o progresso físico e intelectual dos filhos,devem dar a mesma atenção à saúde emocional. A educação dasemoções não é menos importante do que a do corpo e mente,sendo, porém, muito mais complexa.
É comum ouvir de pais o seguinte desabafo: “Já não sei mais o que eu faço com o meu filho: não tem jeito de aprender. Já mudei de escola três vezes, foi feito exame neurológico, não apre-sentou nada de anormal, tem acompanhamento com professora particular e vai repetir o ano novamente. Só pode ser preguiça; não tem outra explicação; ele é muito preguiçoso”. Dificilmente os pais assumem alguma responsabilidade pelo fracasso escolar do filho, muitas vezes, por desconhecerem a importância do seu papel quanto à afetividade dentro da instituição familiar.Um alto percentual do padrão emocional do ser humano é formado nos primeiros anos de vida. Se os pais fornecerem um modelo deformado durante a infância, será difícil, se não impossível, modificá-lo mais tarde. Muitos desconhecem as consequências deixadas em uma criança quando para a emoção não é atribuído um valor significativo..."
"...Os meses iniciais do período neonatal mostram os primeiros sinais visíveis de desenvolvimento de auto conceito. O carinho e o calor dos pais em relação às crianças transmitem os primeiros sentimentos de amor e de afeição. O sentimento de bem-estar do bebê é afetado pelo estado emocional dos pais e pela atenção às suas necessidades físicas. A satisfação das necessidades psicológicas é igualmente importante porque o bebê precisa estabelecer os sentimentos de confiança, segurança, reconhecimento e de amor. A confiança é um item básico a ser resolvido logo no início do relacionamento bebê/pais. Mães e pais criam o sentimento de confiança nos filhos pela combinação de cuidados sensíveis com um firme apoio pessoal.
( GALLAHUE e OZMUN, 2001, p. 90 )."
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